S50 é destinado prioritariamente aos veículos pesados fabricados a partir de 2012, com motor Euro 5, que não podem ser abastecidos com os demais tipos de diesel comercializados no país. No entanto, devido aos maiores preços dos novos caminhões e ao excesso de estoque de veículos com motor Euro 3 em algumas montadoras, a expectativa é de que os primeiros veículos novos só cheguem ao mercado no final de janeiro.
Desde o início das negociações para a introdução do S50 no país, a Fecombustíveis solicitou ao governo extrema cautela quanto à definição do preço do novo combustível. Embora estejamos cientes de que o S50 não poderia ter preço igual ao do S500, sob o risco de forte migração para o novo combustível sem que houvesse oferta suficiente, é fato também que um preço demasiadamente elevado desestimularia a renovação da frota e mesmo o uso do novo combustível pelos veículos antigos. Atualmente, o S50 tem chegado aos postos, em média, R$ 0,12 mais caro que o S500, o diesel comercializado nas regiões metropolitanas do país. Desse custo, a metade se refere ao preço de refinaria e os outros seis centavos, a gastos das distribuidoras com logística e suas margens. A esse valor ainda será acrescida a margem dos postos.